Quanto custa desenvolver um artista?
Produção musical, composição, identidade visual, fotografia, videoclipes, publicidade, redes sociais, direção criativa, site, SEO, conteúdo, estratégia de lançamento.

Quando essas áreas são colocadas no papel, fica fácil entender por que o desenvolvimento de uma carreira artística pode exigir investimentos tão altos.
Nos últimos 10 anos, fiz um caminho um pouco diferente: aprendi a construir grande parte dessa estrutura enquanto construía minha própria carreira.
Sou Vini Jim, cantor, compositor, produtor musical, publicitário e profissional do audiovisual. Hoje tenho mais de 70 músicas lançadas nas plataformas digitais, além de trabalhos em vídeo, publicidade, atuação e outras áreas da indústria criativa.
E tudo isso acaba voltando para o mesmo lugar: a música.
Ser artista independente me fez aprender outras profissões
Existe uma parte da carreira musical que acontece dentro do estúdio.
Existe outra enorme acontecendo fora dele.
Uma música precisa de uma identidade. Um lançamento precisa ser comunicado. Uma ideia precisa virar imagem, vídeo, capa, campanha, texto, fotografia e conteúdo.
Durante esses anos, fui aprendendo essas linguagens porque precisava delas para colocar minhas próprias ideias no mundo.
Site, blog, SEO, fotografia, vídeo, edição, conteúdo, publicidade, identidade e direção criativa: participei diretamente da construção de tudo isso dentro da minha carreira.
Não como teoria.
Fazendo.
E, em algum momento, o conhecimento desenvolvido para minha própria carreira começou também a gerar valor para outras empresas.
Da música para a publicidade e o audiovisual
Atualmente, trabalho com publicidade, minha formação, participando diretamente de diferentes etapas da produção audiovisual.
Gravo, edito, desenvolvo conteúdos, penso formatos e também participo da análise e construção de roteiros.
Uma das experiências que mais representa essa mistura entre publicidade e entretenimento são os reality shows para redes sociais.
Hoje, já são cinco empresas que eu crio conteúdos nesse formato.
A ideia é transformar aquilo que normalmente seria apenas conteúdo corporativo em algo que tenha continuidade, pessoas, acontecimentos e narrativa.
Em vez de uma marca simplesmente aparecer no feed, ela passa a ter uma história acontecendo diante do público.
Essa experiência também mudou a maneira como enxergo minha própria música.
Porque música, publicidade, cinema, internet e entretenimento estão cada vez menos separados.
Mais de 70 músicas e uma carreira que continua crescendo
Enquanto desenvolvia todas essas outras habilidades, nunca deixei de lançar.
Hoje meu catálogo ultrapassa 70 músicas disponíveis nas plataformas digitais, passando por diferentes gêneros, produções, colaborações e momentos da minha trajetória.
Compor e produzir continuam sendo o centro do que faço.
Todo o resto se tornou uma extensão.
A fotografia me ensinou a pensar imagem.
A publicidade me ensinou comunicação e posicionamento.
O audiovisual me ensinou narrativa.
A atuação me colocou do outro lado da câmera.
O trabalho com empresas me ensinou a transformar criatividade em algo que também precisa funcionar comercialmente.
E todas essas experiências retornam para Vini Jim.
Agora, trilhas sonoras também entram nessa história
Uma das áreas que estou aprofundando neste momento é a criação de trilhas sonoras e música para audiovisual.
É um caminho que faz muito sentido dentro de tudo que construí até aqui.
Não quero pensar apenas na música que começa quando alguém aperta o play em uma plataforma de streaming.
Quero explorar também a música que acompanha uma cena, cria tensão, muda a percepção de uma imagem, apresenta um personagem ou permanece na memória depois que um filme termina.
Já foram trilhas para peças de teatro, produções audiovisuais, curtas etc.
Minha experiência com música e audiovisual começa a se encontrar de uma maneira cada vez mais concreta nesse espaço.
Ao mesmo tempo, estou me preparando para lançar meu próximo álbum, dando continuidade ao meu trabalho autoral.
Quanto custaria terceirizar tudo isso?
Essa pergunta começou a me interessar recentemente.
Quanto teria custado contratar, durante esses 10 anos, profissionais diferentes para produção musical, composição, fotografia, filmmaking, edição, publicidade, criação de conteúdo, desenvolvimento de marca, direção criativa, site, SEO e todas as outras etapas?

Dependendo da escala e da frequência, estamos falando facilmente de centenas de milhares de reais em desenvolvimento artístico e produção acumulados ao longo de uma década.
Mas não vejo isso simplesmente como dinheiro economizado.
Vejo como conhecimento adquirido.
Porque existe uma diferença importante:
eu não aprendi tudo isso para precisar fazer tudo sozinho para sempre.
Aprendi para entender o processo.
Para saber conversar com um diretor, um produtor, uma agência, uma equipe de marketing, um fotógrafo ou alguém do cinema sabendo o que existe do outro lado daquela função.
E principalmente para entender o potencial de uma estrutura maior quando ela chegar.
O investimento não precisa começar do zero
Existe uma diferença entre financiar o nascimento de uma estrutura e investir para ampliar algo que já existe.

Hoje existe catálogo.
Existe identidade.
Existe experiência profissional.
Existe conhecimento de produção musical e audiovisual.
Existe comunicação.
Existe presença digital.
Existe capacidade de produzir.
Existe uma história sendo construída há 10 anos.

Por isso, quando penso nos próximos passos da minha carreira, penso muito mais em escala.
Produções maiores. Distribuição. Novos mercados. Colaborações. Trilhas sonoras. Cinema. Audiovisual. Internacionalização. Equipes maiores e pessoas capazes de levar cada área para lugares que sozinho eu não conseguiria alcançar.
Um artista não precisa saber fazer absolutamente tudo.
Mas conhecer profundamente a própria estrutura muda a maneira como ele pode crescer dentro dela.
Como manter a constância sem perder a criatividade?
Conciliar música, publicidade, audiovisual, clientes, gravações, edições, projetos pessoais e todas as outras funções que fazem parte da minha rotina exige constância.
Mas aprendi que constância não precisa significar repetição.
Estar em contato com empresas diferentes, ensinar o que aprendi, conhecer novas pessoas, participar de projetos e circular por áreas que vão além da música mantém uma coisa essencial para qualquer artista: a curiosidade.
Quanto mais aprendo, mais repertório tenho.
Uma conversa pode virar uma letra. Um trabalho de publicidade pode me ensinar uma nova maneira de contar uma história. Uma experiência no audiovisual muda minha percepção de ritmo. Uma pessoa que conheço pode apresentar um universo que até então eu desconhecia.
Até ensinar faz parte desse processo. Quando preciso explicar para outra pessoa algo que aprendi, também reorganizo meu próprio conhecimento e encontro novas maneiras de enxergá-lo.
Por isso, não vejo todas essas funções como caminhos que me afastam da música. Elas alimentam a música.

Criatividade não acontece apenas quando sentamos para criar. Ela também é resultado daquilo que vivemos, observamos, estudamos, ouvimos e experimentamos.
Manter uma rotina de trabalho, continuar fazendo conexões e, principalmente, continuar aprendendo coisas que ainda não sei é o que mantém minha cabeça em movimento.
A constância mantém o trabalho acontecendo.
A curiosidade impede que ele seja sempre o mesmo.
E quanto maior o repertório que construímos ao longo da vida, mais possibilidades temos de transformar nossas próprias experiências em arte.
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